CIA, foi algo que apareceu para mim de forma simplesmente inesperada, deixo aqui um alerta e talvez uma forma de desvendar estes mistérios da vida....esta história começou aos dezenove dias de agosto de dois mil e cinco, nascimento de minha filha, de meu milagre, alimentar minha filha foi minha luta, leite em ambundância e vontade em exagero de amamentá-la, mas notava nela a falta de força para sucção, suor em abundância, e consecutivas faltas de ar, além de muita sonolência, de médico em médico a resposta era sempre a mesma, ausculta cardíaca normal, é refluxo, lavagens infidáveis do enxoval, mudanças continuas nas posições do colchão de seu berço, e insistência e disponibilidade total para uma mamada, cada vez que conseguia e no máximo quatro minutos era uma glória, virei por vontade e muito amor, escrava dos horários do organismo dela, em casa nesta luta junto com meus pais, sabíamos que ali existia algo mais que um simples refluxo, ao redor de seus lábios uma certa roxidão começara a aprecer e nas pontinhas de seus dedos também, Deus, tenho certeza que na sua forma de atuar, atuou, do nada e muito por acaso, o que hoje sei que não foi acaso, através de meu pai que como não de costume comprou uma revista apenas para folhear, quando nesta constava uma reportagem acerca de problemas cardíacos, e revelava algo à respeito da roxidão dos lábios e ponta dos dedos, cianose...
No dia seguinte retornei ao pediatra, sem citar nome, mas tido como o melhor e relatei, mais uma vez uma ausculta, e a frase está tudo bem, mas por desencargo de consciência faremos um ecocardiograma.Aos dois meses e quinze dias de vida, Maria Paula submete-se ao exame e conclusão: COMUNICAÇÃO INTERATRIAL TIPO
OSTIUM SECUNDUM COM
IMPORTANTE REPERCUSSÃO HEMODINÂMICA - CIA de 0.9cm


Em busca do que se tratava, eu encontro:
"1. Introdução
O defeito do septo atrial é uma das mais comuns cardiopatias congênitas e foi um dos primeiros defeitos intra-cardíacos passíveis de correção cirúrgica. Anteriormente ao advento da circulação extracorpórea, várias técnicas foram desenvolvidas e utilizadas para o tratamento cirúrgico.
Entretanto, o tempo cirúrgico de que se dispunha era restrito e a péssima visualização do campo operatório impedia muitas vezes o fechamento completo da comunicação inter-atrial (CIA), bem como não permitia a observação de defeitos cardíacos associados.
Desde o advento da circulação extracorpórea, a maioria dos centros tem preferido o fechamento da CIA durante o bypass cardiopulmonar. Recentemente, entretanto, a utilização de dispositivos tipo umbrella tem permitido o fechamento de CIAs selecionadas através do cateterismo cardíaco.
2. Diagnóstico
A maioria das crianças com defeito septal atrial tipo ostium secundum é assintomática e o diagnóstico é normalmente feito após a constatação de um sopro precordial.
O achado típico é de um sopro sistólico tipo ejetivo, em nível de foco pulmonar, com desdobramento fixo da segunda bulha.
A radiografia de tórax evidenciará aumento da área cardíaca e congestão pulmonar, se houver grande shuntagem do átrio esquerdo para o átrio direito. Na maioria dos casos é, entretanto, normal.
O ecocardiograma transtorácico com Doppler é o exame confirmatório e, atualmente, dispensa-se o cateterismo cardíaco caso não existam suspeitas de outras anomalias graves concomitantes ou hipertensão pulmonar grave. Esta última é especialmente importante nos adultos.
3. Indicação cirúrgica
A história natural sugere o desenvolvimento lento de sintomas e o aumento progressivo da pressão pulmonar. Quando há hipertensão pulmonar grave e inversão do shunt (da direita para a esquerda), haverá cianose central e o paciente deteriorará clinicamente mais rápido e não mais terá indicação de cirurgia corretiva. Por causa disso, é atualmente aceito que o defeito septal atrial tipo ostium secundum significativo deva ser corrigido na idade pré-escolar (quatro-cinco anos).
Se a resistência arteriolar pulmonar for igual ou superior a 10 unidades/m2, o paciente é considerado inoperável."
http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspxLangType=1046&menu_id=49&id=929
"O tratamento da comunicação interatrial sempre foi cirúrgico e vem sendo praticado desde 1951, independente do tipo anatômico. A cirurgia é uma excelente opção, abrange todas as variedades anatômicas, oferece baixo índice de complicações e a mortalidade é próxima de 0%. Apesar destas vantagens, o procedimento é cirúrgico, requer toracotomia, circulação extracorpórea, passagem pela UTI, causa trauma físico e psíquico, etc. "
Buscamos médicos, aqui, Recife, Brasília, etc etc, e todas as respostas eram as mesmas, cirurgia.
Sem chão, sem pensar, sem saída, era assim que me via, Dr.Grimberg Botelho, o anjo deste meu momento, foi quem me deu o suporte de infromoções, a com uma pergunta me deu minha resposta: -Você quer saber se sua filha vai morrer né? Nunca me esqueci desta frase e do que ele me falou em seguida: Desta cirurgia não!! Mas em minha cabeça não saía a questão:-E o pós operatório? A primeira luta foi aceitar, aceitei a cirurgia mas a segunda era ela ganhar peso, ela só poedria se submeter a cirurgia com no mínimo oito quilos, menos que isto era correr mais risco. Mas como? Se ela não tinha forças para sugar meu leite. Painho transpondo todos os médicos por conta e risco me obrigou ao início da mamadeira, minha tortura começa, do psiquico ao físico, retiradas infindas de leite e amamentação, dormir há muito eu já não sabia o que significava...enquanto nos preparávamos ela era medicada com fortes diuréticos para induzir mais suor e urina, algo que amenizava o fluxo pulmonar, mais uma luta: encontrar a dose certa de furosemida e captoplil, pois no primeiro dia ela teve um desmaio, suspendido o captoplil, minha rotina era, dosagens diurnas e noturnas do furosemida, vitaminas C e livrá-la de qualquer risco de vento, pois uma gripe representaria pneumonia, vacinas pnemocócicas particulares tive de recorrer, algo que não descartava totalmente o risco, fazer relatórios de cada mamada, estar atenta à sonolência e a quantidade de suor, visitas medicas quase que diárias, uma luta pelo meu sonho, uma luta pela minha filha, enfrentei o mundo para tê-la, pensar em não tê-la foi por demais penoso....
Mas nesta rotina tive o tempo todo além de minha garra, a garra imensuravel de meus pais, eles foram meu pés, minhas mãos, minha cabeça, mas meu espiritual se equilibrava na presença maior, a presença de Deus, foi com ele que sempre me peguei, a CIA de Mamá era de 0,9cm como eu já havia citado, considerada pelos médicos totalmente cirúrgica era descartada a hipótese de um fechamento natural. Sem sair de casa, assistia as missas com Padre Jonas Abib pela Canção Nova, no meio da missa, com Mamá em meus braços o padre fala, -Vejo um bebê com problema cardíaco!Mãe, não se preocupe, Deus já curou sua filha! ... eu não sentia minhas pernas, desabei em pranto, painho entra no quarto e me pergunta se aconteceu algo, relatei o que houve, e ele marcou um exame no dia seguinte em Recife, na mesma noite sonho com o Padre Jonas me falando que eu não me desanime com o exame, o problema ainda está lá e será resolvido, e me relata em sonho que a CIA já reduziu para 0.5....em silêncio só relatei este sonho à mainha, no dia seguinte em Recife, quatro meses de luta pelo peso aguardando a cirurgia, Mamá tinha seis meses e e seis quilogramas...durante o exame painho já questiona a médica: - Está tudo em ordem né doutora? Ela responde : - Não, ela tem um CIA de 0,5!!, Mainha e eu desabamos em choro.Deus realmente estava agindo, corremos para uma pediatra crdiologista lá mesmo em Recife e relatamos o fechamento de 0.4 e estamos à dois quilos da cirurgia, o que fazer? A médica surpreendida, nos diz: -Nada, descartem a cirurgia!!Agora é aguardar!!


Ainda com a CIA, o semblante de Mamá simplesmente vira outro, as bochechas viraram duas maçãs vermelhas, o sorriso, uma energia inexplicável começaram a se apresentar, o ar de quem só respirava pela boca, já mudava, as medicações continuavam, mas algo em mim já me dizia que esta luta estava com os dias contados, as visitas aos médicos fora intensas, aos 10 meses foi quando ela finalmente atingiu os 8 quilogramas, estava pronta para a cirurgia e mais um ecocardiograma, para vermos como estava a CIA de 0.5, e a conclusão: Comunicação Interatrial Tipo Ostium Secundum com 0.3cm de diâmetro SEM repercussão Hemodinâmica.

Uma CIA de 0.3cm descarta a hipótese cirurgica, mas ainda sob o medicamento, um ano e quatro meses de luta se encerra no dia seis de março de 2007, submetida a mais um ecocardiograma, com conclusão: NORMAL, presente de Deus, milagre de vida dentro de minha casa, escutar da médica que fez o primeiro e este último "eco" que nunca viu um caso assim, me enche a alma, costumo dizer que Maria Paula é milagre com uma missão, e uma das missões é poder aliviar mães de portadores de CIA, que o impossível é possível, alertar que seguir o coração também é ser mãe, por mais que os médicos dissessem que ela não tinha nada, eu sabia que tinha, e por isistência e uma leitura de meu pai, buscamos um exame, alertar a importância do amamentar e da disposição da mulher, "Se Maria não tivesse amamentado, o mundo não teria conhecido Jesus Cristo."São pontos que realmente fazem a diferença, mas o meu real intuito neste relato é o meu testemunho de MILAGRE, da atuação de Deus em nossas vidas, o memento foi difícil, mas foi superação em minha vida, e não posso jamais me negar a exaltar a real providência de toda minha alegria, a providência DIVINA.


"A vida é como uma gangorra....uma hora estamos em cima outrora estamos em baixo
Quando em baixo estiveres, se apega em Jesus, que Ele te levantará...Quando em cima estiveres agradece à Jesus, que Ele se alegrará."
RV, Renata de Almeida Varandas, mãe de Maria Paula de Almeida Varandas