domingo, 7 de junho de 2009

Me identificando com Vinicius II

*PEIXES*(de 20 de fevereiro a 20 de março)
Mulher de Peixe... peixe é

Em águas paradas não dá pé

Porque desliza como a enguia

Sempre que entra numa fria.

Na superfície é sinhazinha

E festiva como a sardinha

Mas quando fisga um namorado

Ele está apaixonado.

É uma mulher tão envolvente

Que na questão do Paraíso

Há quem suspeite seriamente

Que ela era a mulher e a serpente.

Seu Id: apresentar juízo

Seu Ego: a omissão, o orgulho

Sua pedra astral: a ametista

Seu bem: nunca ser bagulho

Sua cor: o amarelo brilhante

Seu fim: dar sempre na vista,

ela jamais será esquecida.

Vinicius de Moraes

...

Uma semana sem escrever. Até eu estou estranhando tanto silêncio.Idéias múltiplas e variadas pularam na minha cabeça durante esta "uma semana" intensa, mas nada parecia plausível para ser tema de texto; tudo parecia pessoal demais, íntimo demais, e é delicado escrever quando se está assim.Mas, para hoje, nada de explosões ou sentimentos incontíveis.Este texto é só uma justificativa para o meu silenciar. Uma justificativa pra mim? Ou para os outros? Eu escrevo pra quem?Passei a semana inteira me perguntando isso. E enquanto isto, trabalho, escrevo e vivo, um momento astronômico, comparativo, e conclusivo... uns buscam cometas, mas eu .....Ah!Eu busco uma estrela cadente. Minha semana começa com a palavra "basta" e segue na palavra "abertura". O momento certo chegou! Aprendi o momento certo: A hora é agora!



RV

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Cavalinho e a Borboleta

"Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás. Eram elas, um cavalinho e uma borboleta Na verdade, não tinham praticamente nada em comum,mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo. A borboleta era ativa,voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem. Já o cavalinho, era dependente, não era bicho solto que pudesse viver entregue à natureza, era especial e querido.Nele, certa vez,foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada. A borbobeta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, Gostava de fazer companhia ao cavalinho,agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho. Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice,depois então um sorriso. Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso. Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso. Ela, muito carinhosamente,tentava de todas as formas ajudá-lo,mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil. Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu mais para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu,preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto. E vieram outras manhãs e mais outras e milhares de outras,até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta. Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela. Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou. Cansado se deitou embaixo de uma árvore.Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali. -Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu. - Ah, é você então o famoso cavalinho? - Famoso, eu? - É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas afinal,qual borboleta que você está procurando? - É uma borboleta colorida, alegre,que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos. - Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando.Não ficou sabendo?Ela morreu e já faz muito tempo. - Morreu? Como foi isso? - Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalinho,assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo,ele dava-lhe um coice. Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo,mas ela jamais contou a ninguém. Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você. Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento. - Não chore meu amigo,sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo,mas entenda,foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho,que ela acabou perdendo as asinhas,depois ficou muito doente,triste e sucumbiu e morreu. - E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias? - Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte: "Não perturbem meu amigo com coisas pequenas,ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto,então será cansativo demais pra ele vir até aqui." Você pode até aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos,mas em algum momento da sua vida,as feridas que eles vão lhe causar,não serão mais possíveis de serem cicatrizadas. Quanto ao cabresto que você tiver que carregar durante a sua existência,não culpe ninguém por isso,afinal muitas vezes,foi você mesmo que o colocou no seu dorso, ou permitiu que fosse colocado" (Silvana Duboc).... quando fizestes as escolhas erradas, mas quanto a isto não se preocupe, o ontem morreu, e o seu hoje de escolhas certas é que te levarão a um sublime amanhã.
A borboleta sempre dizia ao cavalinho que estaria do seu lado para o que preciso fosse e ela realmente estava, mas ela carregava uma ressalva que antecedia tanto apoio,do que adiantava ela estar ao lado do cavalinho se ele mesmo não estava? Ela sentia que ele não escutava o que ela tanto falava, tudo na vida é escolha e ele sempre se arriscava de verdade pela loucura de momentos e aventuras, a borboleta nesses momentos se preocupava demais com seu querido cavalinho, até que um dia ele mentiu...a borboletinha sentiu e entendeu que não podia fazer escolhas pelo cavalinho, mas sempre agradecia à Deus por ele voltar bem para seu lar , mas ela nunca achou digno de admiração se preocupar como ela se preocupava e o cavalinho fazer total descaso desta preocupação, ela tinha muito medo de onde o cavalo chegaria desse jeito, e por gostar muito dele resolveu se afastar, pois ela não queria ver de perto o cavalinho estragar tudo de lindo que ele pode construir. Era só saber que foi chegada a hora de fazer as escolhas certas,de escutar as pessoas certas,de agir da forma certa.Ela nunca o reprimiu para não magoar, mas tentou, tentou e tentou pois sabia que era preciso abrir seus olhos antes que fosse tarde demais. E neste caso foi, a borboleta morreu sem ver seu amigo reconhecer o valor:o valor da pureza e dedicaçao da borboleta e o seu valor próprio... (RV)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Virando a página.

"Aquele que não sabe virar a página, não é digno de ler um livro."

Fernado Collor de Melo, quando questionado por estar apoiando o Governo Lula, em rede nacional no Programa Canal Aberto da Rede Bandeirantes de Televisão.

Frase perfeita ao questionamento em debate, como também uma lição a ser aplicada à qualquer um enquanto humano e cidadão.

RV

sábado, 23 de maio de 2009

Anjos

ANJOS, já tive alguns e tenho alguns

e são eles o motivo explendido de cada momento meu

mas hoje falo de um em especial, pois se sigo devo dizer

que vi um anjo florescer

É um anjo sem cachinhos

Foi meu anjo companheiro

Foi meu anjo complemento

uma afinidade inexplicável

e que só me fez bem

e que só me acrescentou

e que me encanta e me faz rir

e que me fala e que me ensina

e que me escuta e me admira

acredito em ligações de alma

quando se fala até quando não fala

quando se cuida mesmo sem pedir

e se preocupa com o que nem é preciso se preocupar

mas o mais lindo é o prazer em escutar

seus acontecimentos partilhar

e saber do bem que isto faz

saber que em mim encontra a paz

Oh! Meu anjo danadinho

tu sempre tens o meu carinho

posso me afastar

mas a alma vai ficar

e em oração é que estou

te entregando com louvor

a tua vida que é tua

ao jeito que é teu

seu caminho à trilhar

tem escolhas à encarar

continuo a orar para nas escolhas acertar

se ao teu lado não vou estar

não buscarei um explicar

pra uma afinidade singular

mas minha vida está a mudar

como antes nada mais está

mas preciso afirmar

tu gostas de me escutar,

tu gostas de me falar

porque em mim vai encontrar

o retorno de fincar

o desejo das conquistas

positivas à tua vida

e a lembrança de prover

o teu Deus te enaltecer

não existe coincidência quando o Deus é providência

anjo meu, sou anjo seu

e aqui quero frizar

que pra sempre irei guardar

com carinho tuas idéias

numa cartilha especial

meu amigo, meu irmão

a cartilha é do coração

e estarei à esperar tua vitória conquistar

mas não se esqueça das escolhas

não se esqueça dos conselhos

não se esqueça do carinho

que fez diferença em teu caminho

é carinho e inteligência

é lembrança e esperança

não se esqueça das crianças

e cada brilho proferido

Meu anjinho danadinho, se um dia eu errar

foi tentando acertar

Esse texto compridinho

Vai acabando miudinho

Mas repito com carinho

Que me afasto no espaço

Tenho de escolher

Um caminho à percorrer

Mas continuo a torcer

E vou te ver mais que fazer

Pois preciso lhe dizer

Você vai acontecer.

RV

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Apresentando Sherazade e As Mil e Uma Noites

Leia as mil e uma noites e prepare o coração: a viagem que ele te leva, é: às alturas num meio de transporte nada comum -- o tapete mágico! E olha que isso é só o começo. Durante as mil e uma noites, diante dos contos da bela Sherazade, aprendemos, ouvimos, e conhecemos rainhas e sultões, gênios e monstros, lutas e intrigas, tudo em clima de muita magia, beleza e mistério! Ainda vamos encontrar velhos amigos, como Aladim, Ali-babá e até os quarenta ladrões! Ficou curioso? Então é hora de conhecer As mil e uma noites, livro que reúne as histórias mais deslumbrantes do mundo árabe.


A HISTÓRIA DE MIL E UMA NOITES:

Há muitos séculos atrás no antigo Oriente, Sherazade, uma jovem de beleza e inteligência extraordinárias enfrentaria o poder do grande Sultão Shariman e conquistaria seu coração. Ela criaria uma das mais belas histórias de amor: No início de nossa história, Shariman é o poderoso Sultão que reinava absoluto no Oriente. Possuía um belo palácio em Bagdá e seu irmão chamado Shazaman dominava a China. Um dia, Shazaman enviou um mensageiro a Bagdá convidando Shariman para uma visita. Shariman que gostava de viajar e estava com saudade do irmão, prontamente aceitou. Estava ele no meio do caminho, quando lembrou-se que deixara no palácio o presente que daria ao seu irmão. Retornou inesperadamente ao palácio e pode ver um dos súditos entrando no quarto de sua esposa. Enfurecido, Shariman apanhou a espada, e rasgando o véu que guardava a entrada do quarto dela surpreendeu os dois abraçados. Ordenou aos guardas que levassem o traidor para prisão e matou a rainha de Bagdá. Sha Shariman decidiu que não confiaria mais em nenhuma mulher. Para evitar traições, ele se casaria com uma jovem a cada noite. No dia seguinte, ao nascer do sol, ele ordenava que a matasse. Shariman encarregava o nobre Mustafá, seu Vizir, de escolher suas esposas. Várias jovens foram levadas, as famílias não podiam negar nada ao Sultão. Muitas porém fugiam, para escapar do cruel destino. Chegou um dia que Mustafá não encontrou donzela para casar com o Sultão e voltou preocupado para casa. O Vizir tinha duas lindas filhas: Sherazade e Denizade. Sherazade era mais velha, além de bela, era instruída nas artes e nas ciências. Havia ali muitos livros e todas as tardes visitava a praça dos contadores de histórias: um lugar onde existiam várias tendas para os sábios contarem suas aventuras e descobertas. Vendo seu pai infeliz perguntou o motivo de tanta tristeza. Quando o Vizir contou-lhe Sherazade disse:- Pai, leve-me ao Sultão; serei sua esposa e terminarei com essa tragédia. No dia seguinte Sherazade e seu pai foram ao encontro de Shariman. O sultão ficou admirado de sua beleza e casou-se com ela. Quando chegou o momento esperado Sherazade olhou para o Sultão e falou:- Deixe-me alegrar seu coração. Meu Senhor! Permite que lhe conte uma história? Curioso, Shariman aceitou. Sherazade com sua voz melodiosa começou a contar histórias de aventuras de reis, de viagens fantásticas de heróis e de mistérios. Contava uma história após a outra, deixando o Sultão maravilhado. Sem que Shariman percebesse, as horas passaram e o sol nasceu. Sherazade interrompeu uma história na melhor parte e disse:- Já é de manhã, meu senhor! O rei interessado na história, deixou Sherazade no palácio para mais uma noite. E assim Sherazade fez o mesmo naquela noite, contou-lhe mais histórias e deixou a última por terminar. Sempre alegre, ora contava um drama, ora contava uma aventura, às vezes um enigma, em outras uma história real. Procurava sempre a tenda dos contadores em busca de histórias para nunca repetir nenhuma. Todas as noites Sherazade tinha uma história nova para contar ao Sultão. Ela agiu dessa maneira por mil e uma noites seguidas. A jovem teve tanta dedicação e foi tão carinhosa, que acabou conquistando o coração do Sultão. Na milésima Segunda noite Shariman declarou:- Não saberia viver sem suas histórias e seu amor, Sherazade, Shrerazade sorriu e abraçou seu esposo. Sherazade E Shariman foram felizes por muitos e muitos anos.



Você deve estar pensando que Sherazade tinha um baita repertório de histórias para contar, né? Bem, por mais fértil que fosse sua imaginação, seria impossível inventar tanta coisa ou ler tantos livros! Na verdade, a forma como Sherazade aprendeu todos esses contos explica também outro mistério da obra: ela não tem autor! Parece estranho, mas a explicação é simples: as histórias de As mil e uma noites eram contadas de uma pessoa para outra, estavam na boca do povo! Ninguém sabe quem as inventou; fazem parte da tradição oral do povo árabe, com seus contadores de histórias que reuniam multidões nas ruas e mercados. Não se sabe ao certo quando os contos foram passados para o papel. A primeira versão do livro, Mil contos, surgiu na Pérsia (atual Irã, onde se passa a história de Sherazade) por volta do século 10. O nome que conhecemos só veio depois, com os árabes. Muito supersticiosos, eles acreditavam que números redondos atraíam coisas ruins. Passaram o nome então para As mil e uma noites. Porém, como o original do livro nunca foi encontrado, há versões diferentes para a história de Sherazade. O final, no entanto, é sempre o mesmo...


Cresci em meio aos contos de fadas, onde todas as meninas sonhavam com seu príncipe tal como a Branca de Neve, a Cinderela, a Bela Adormecida, etc etc, como elas, eu lia e escutava os contos dos sonhos de todas as menininhas, mas apenas uma desde sempre me encantou de verdade, a história da Sherazade, a história friza a conquista do coração do Sultão, mas a minha história com Sherazade,friza a beleza de quantas mortes foram evitadas, e o lado belo da consequência do quê a inteligência e o carinho podem alcançar.
RV

Texto antigo...texto meu...

Eu não quero apenas romance...
Quero alguém que me faça voar como o Superman fez com Lois Lane...
Me faça sua primeira dama como John Kennedy fez com Jack...
Que me deixe exalar minha arte assim como Tarcísio é com Glória...
Que aflore minha meiguice imitando o Mickey e a Minnie...
Que estimule minha benevolência tal como Peron permitiu à Evita...
Que apimente a relação como Sinhozinho Malta alegrava e enlouquecia a Viúva Porcina...
Que me faça dançar assim como Jonny fez com a Baby...
Que me inspire e transpire experiência e sensualidade até na mais tenra idade...
Eu quero um Michael Douglas pra mim...
Que se mostre ser mais que um príncipe encantado...
Assim como Shrek mostrou à Fiona...
Que me acompanhe no trabalho, no dia à dia, que junto comigo mostre e faça notícia...
Sou fã de Fátima e William também...
Mas quero ir mais além...
Quero um amor que vença barreiras e sobreviva até o mais trágico naufrágio, como Jack e Rose...
Quero viver até na morte...
E depois de tudo ainda vou querer mais...
Vou me eternizar nas minhas estórias e histórias...
Tal como a Sherazade.
RV

terça-feira, 19 de maio de 2009

Um passeio pela política feminina...

Não sou candidata, e pouco entendo de política, mas assistindo mais assiduamente alguns tele jornais, programas e entrevistas que envolvem o tema e por respeito a todos os cidadãos em especial neste momento à nós paraibanos que se atentos às descobertas fantásticas de que fantasmas existem e muito mais do que acreditávamos, a excelência do sinismo realmente me gritou a atenção e me leva a crer e ter certeza que a política necessita de um toque que faz toda a diferença: o toque feminino de como utilizar de forma mais sensível duas palavras que fazem toda a diferença: COMPROMISSO + HONESTIDADE. Não quero jamais dizer com isto que só os homens são desonestos, muitas mulheres tambés são, mas deixo o espaço aqui àquelas que realmente fazem a diferença, atuando no palco ou pelos bastidores, mas da forma sútil, sábia e pensada e repensada dingna de toda mulher de valor.São à estas que abro toda a ressalva, porque são somente estas que fazem toda a diferença.


A participação da mulher na política ainda é muito tímida, muito abaixo de outras atividades nas quais dividimos quase todo tipo de atribuição com os homens. Prefiro dizer que dividimos, em vez de afirmar que disputamos, pois se a competição existe, e ela de fato existe, não deve se dar por sexo, mas pela competência de cada um, ou cada uma, independente do gênero, é triste ver que quando a mulher expõe a capacidade de ímpar inteligência, afugenta e amedronta muito marmanjo, por quê? Será o medo de ser aquém? Gente! Tudo somado o resultado é aumentado, inteligência ao quadrado e usada da forma certa, é unicamente e somente lucro. Desde o inicio da humanidade e dentro dos valores divinos, já é mostrada a soma de homem e mulher, existiria Eva sem uma costela de Adão? E a continuidade humana existiria sem o ventre da Eva?....


Tomemos como exemplo à situar a mulher na política, a eleição municipal de 2004 e um breve histórico pelo Brasil adentro... na região oeste do Para, foi uma grata surpresa e um desvio do que tem sido a regra geral, pois algumas mulheres foram eleitas prefeitas. Maria do Carmo em Santarém, Odileida Sampaio em Altamira, Leni Trevisan em Medicilândia e Maria Gorete em Aveiro saíram vitoriosas das urnas e tentaram a reeleição.Digo que ainda somos tímidas na política, baseio-me nos números que não são nada animadores e até por mim que tinha repúdio por tal assunto. Vejamos o caso de Itaituba, onde alguns partidos grandes tiveram dificuldades para preencher os 20% de vagas destinados para as mulheres na eleição proporcional, por força da legislação eleitoral. Isso não vale para a eleição majoritária. Alguns nomes foram colocados somente para cumprir a cota, que pode até ter sido uma boa idéia do legislador que a criou, mas, que não resolveu.Tem coisa que não se resolve apenas com a criação de novas leis. Tem que mudar a cabeça das mulheres, uma vez que muitas continuam achando que política é coisa somente para homens. Entra nessa questão todo o ranço do machismo que dominou o Brasil até a década de 1960. A mulher só ganhou o direito de votar, no ano de 1932 sob a égide do Estado Novo. Antes disso, em 1928, o Rio Grande do Norte foi o primeiro estado a autorizar a mulher a votar e a ser votada. Também foi potiguar a primeira prefeita do Brasil, Alzira Teixeira Soriano, eleita no município de Lages, em 1928, pelo Partido Republicano Federal. Porém, bem antes, em 1891 o Brasil perdeu a oportunidade de ser o primeiro país do mundo a conceder o direito de voto à mulher, quando a maioria do Congresso Constituinte votou contra. Assim, em 1893 a Nova Zelândia teve essa primazia. Ruy Barbosa e o Barão do Rio Branco votaram a favor de que a mulher passasse a ter direito de votar, mas, foram votos vencidos.

Na época da ditadura, quem assistiu ou leu "O que é isso, companheiro?", filme de Cacá Diegues baseado no livro de Fernando Gabeira, pode perceber que as mulheres tinham um papel importante na luta pela redemocratização: uma parte significativa dos militantes era composta por mulheres. A própria ministra Dilma Rousseff lutou contra a ditadura. Este fato gerou uma polêmica recente na CPI dos cartões corporativos, quando ela discursou sobre mentira em interrogatórios, comparando um regime democrático a um ditatoria. Até em lugares não tão expostos como a UFBa por exemplo, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, há uma professora que lutou contra o regime ditatorial, sofreu tortura e é, até hoje, considerada por alguns setores sociais como terrorista e assassina, e, por outros, como brava lutadora pela democracia: a professora Nancy Mangabeira Unger.Nomes estes como muitos outros que carregam o porte de lutador, no masculino mesmo, pois não quero neste texto passar-me uma feminista lutadora de espaço feminino, e sim expôr que a política em geral precisa ser digna de pessoas que lutam pelo que acreditam, de forma honesta, sensata, de cara lavada, e mais ainda como mãe, no femenino mesmo, um mandato deve ser gerado em ventre, e por consequencia seu fruto ser do amor, sofrimento, credibilidade, idéias e honestidade de seu gerador.

domingo, 17 de maio de 2009

Toda estrela tem seu brilho




Falo do sentimento maior,este que qdo realmente se sente, é incondicional. Independe da roupagem, seja preto, branco, velho, novo, feio ou bonito, pobre ou rico, ele simplesmente chega, e existe. Um sentimento que nasce da própria semente, cresce com o próprio adubo, renasce a cada gesto e se multiplica a cada doação. Esse que faz brilhar toda essência de quem o sente, que onde se encontra seu brilho ofusca seja qual for a situação, e que cresce a cada boa ação. O sentimento maior é o AMOR, a cura confortante de toda existência, que nos capacita a perdoar e entender o processo evolutivo de cada irmão.(Arylza Brito)


No meu caso, vivi esta capacitação e vivo hoje a plenitude de um amor, o amor próprio, e assim como estrela, me sinto brilhando em céus cada vez mais próximos, cada vez mais crendo que nada é inalcansável, a busca, o suor, a luta, a crença, levam qualquer um onde querem ir, eu cheguei assim, e estar em plenitude infinda comigo mesma gera todas as consequencias do meu momento ímpar.Obrigada meu Deus, Você existe e eu te amo.........


"A vida é como uma gangorra....uma hora estamos em cima outrora estamos em baixo

Quando em baixo estiveres, se apega em Jesus, que Ele te levantará...
Quando em cima estiveres agradece à Jesus, que Ele se alegrará."

Arylza, muito obrigada pelo texto, realmente me identifiquei.Um Beijo

sexta-feira, 15 de maio de 2009

RV


Meu RV, Responde à Você...
meu RV é de Rotina x Versatilidade
meu RV é de Racionalidade x Vulnerabilidade
meu RV é de Rainha x Valete
meu RV é de Rua x Varanda
meu RV é de Realização + Vitória
meu RV é de Risos e de Versos
meu RV exige Reconhecimento e carrega Virtuosidade
meu RV é de Realidade Vivida
meu RV Rastreia Visões
meu RV é de Ruídos Válidos
meu RV Respeita a Vida
meu RV Reza com Vigor
meu RV tem Religião e Versículos
meu RV Recrimina Violência
meu RV é de "Retada" e Valente
meu RV é de Rezina e de Vidro
meu RV é da Realeza e das Vilas
meu RV é de Retorna e de Vai
meu RV vez ou outra Recorre a um Você
meu RV Resgata Viver
meu RV é de Reescrever e Visualizar
meu RV é uma Relação de Valores
meu RV de Resumo Verídico
é Retrato Valioso, Rico e Viscoso
meu RV é de...
RENATA VARANDAS

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A clareza das coisas...


"A pessoa que sabe pouco, ela é arrogante na hora de ensinar...
A pessoa que sabe muito, ela é simples e clara na hora de passar o conhecimento."


Gabriel Chalitta

domingo, 10 de maio de 2009

Quem é o gigante?


Assistir os Jogos Olímpicos já foi inspirador para mim. Mas hoje eu encontrei um pouco de inspiração extra, o motivo:Lin Hao, o menininho que andou de lado ao gigante chinês Yao Ming na Cerimônia de Abertura dos Jogos de Pequim.
Lin Hao tem dez anos de idade. E estava na escola no momento em que ocorreu o trágico terremoto de Shishuan em maio do ano passado. Falar de Lin Hao é falar na verdadeira educação, a educação que eu acredito e quero como mãe poder passar para meus filhos, e como educadora para meus alunos...diante da devastadora tragédia, subterrado entre os corredores que davam acesso à segurança da Escola Lin Hao salvou dois de seus colegas ou eram suas duas irmãs, transportou um e depois voltou e transportou o outro, quando perguntado sobre seu heroísmo, ele respondeu que ele era uma classe dirigente, ele era o 'hall monitor' e é isto que o monitor faz, cuida dos outros. De acordo com alguns relatos, ainda depois, ele encorajou seus colegas estudantes a sobreviver e cantar canções, a fim de manter os seus espíritos, enquanto se aguardava socorro e ajuda.
Trago aqui a tona a história do pai que encorajou o filho que não queria ir para escola, o pai mostrou ao filho que não devemos fugir das atribulações, devemos enfrenta-las e se possivel cantando e prometeu que hoje vinha buscá-lo, seu filho sempre o escutou, seu filho tinha fé e crença no que seu pai dizia, eis que o pai indo buscar seu filho na escola, a escola havia desabado, seu filho junto a mais 25 crianças estavam soterrados, o pai em desespero tirava pedra sobre pedra, passou o dia e todos iam desistindo da busca por sobreviventes, mas aquele pai que passava tanta fé para seu filho por algum motivo não desistia e continuava tirando pedra sobre pedra até que um exato momento o pai escuta uma música, era a voz de seu filho, -Filho é vc quem está cantando? Sim papai sou eu, eu disse a meus coleguinhas para cantarem, pois você me disse que devemos enfrentar as dificuldades cantando...do outro lado uma pessoa pergunta ao pai o que fez com que ele não parasse, ele respondeu: - Eu prometi à meu filho que vinha buscá-lo.E este pai surpreendido com seu filho o perguntou: - Filho, passou quase um dia e porque você não parou de cantar? o filho respondeu : - Eu sabia que você vinha me buscar!
É nesse espírito que encaixo Lin Hao e seus pais, a crença, a fé de nunca desistirmos, é nisso que consiste o verdadeiro sentido de educar, é lealdade, é interação, é firmeza, é crença e fé, todo filho tem pai e mãe como herói, como exemplo, o que dizemos e plantamos hoje é de fato a nossa criança de amanhã...me emociono quando ponho minha filha a este lugar, porque quero em Deus poder não falhar, mostrar e ensinar como atuar, e mais ainda passar em cada palavra que ela realmente poderá em mim confiar.
Lin Hao, se tornou um dos meus heróis, é incrível a capacidade destes pequenos, saber ensiná-los é a diferença.Credibilidade é a palavra chave, parabéns à Lin Hao, parabéns aos seus pais, onde quer que estejam, sábios pais, e aqui encerra a questão acerca da imagem postada...Quem é o verdadeiro gigante?
RV

sábado, 9 de maio de 2009

O dia é das mães...e minha homenagem foi, é e será eternamente dela:

Maria Paula de Almeida Varandas Machado

Por tanto tempo te esperei, por tanto tempo te desejei...
Quando acreditei que o sonho seria apenas um sonho...
Veio você e o tornou realidade...
Deus existe, me deu você:meu encanto, minha fábula, minha realidade...
Simplesmente bela: de face, de luta, de história e de perdão...
Te conceber foi sem dúvida a minha melhor obra...
Desde do início você foi toda emoção...
Mencionar a dimensão do teu valor para mim é impossível...
Te entregar nas mão de Deus quando as minhas eram inúteis e...
Ter o apoio dos meus pais: Paulo e Roberta a todo momento...
E juntos presenciarmos tua doença e tua cura...
É inexplicável e incomparável...
Esses três: Vovô, Vovó e Deus...
Foram e são o nosso suporte...
Nas noites de tuas crises, do teu suor constante, do ar que te faltava, das tuas medicações diurnas e noturas...
Ver meus pais com medo acreditando não me demonstrar para poder passar que tudo estava bem...
Ah! Esses três o tempo todo me davam a soma de:FÉ+ APOIO+ AMOR+ ESPERANÇA...
O resultado te curou e corou...
As tuas bochechas rosaram...
Teu levantar, teu olhar e teu sorriso, começaram a se apresentar...
Você nos mostrou o quão intensa é a tua luz...
Teu coração me ensinou a querer ser melhor...
Não sou perfeita filha, mas tu és...
Você é milagre com uma missão...
E não foi à toa que Papai do Céu te enviou e te curou...
Por isso hoje não comemoro apenas teu aniversário...
Cada ano vou comemorar a tua vida com toda plenitude que a mesma carrega...
Por ter sentido na pele o valor que ela tem...
Te amo com todas as minhas forças...
E à painho e à mainha, quero e tenho por obrigação de...
Deixar aqui o meu registro de agradecimento...
Obrigada por tudo...
Eu não sou nada sem vocês três...
Painho, Mainha e Mamá...
Se o infinito existe, não é comparável ao que vocês representaram e representam...
Nossos vínculos e escolhas, vem de outras vidas...
Eu amo vocês!


Renata de Almeida Varandas
"Texto que fiz em comemoração ao primeiro ano de vida de Mamá"

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Cigarra e a Formiga...Uma versão diferente

A formiga boladona

Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno.
Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada.
Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer.
Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava começando.
A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida.
Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca.
Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu.
Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison.
E a cigarra disse para a formiguinha: - Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris.
- Será que você poderia cuidar da minha toca?
- E a formiguinha respondeu: - Claro, sem problemas!
- Mas o que lhe aconteceu?
- Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
-Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz.
Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris...À propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?
-Desejo sim, respondeu a formiguinha.Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a 'PQP!!!'

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Moral da História: Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão. Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é única!!! Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo, e... Seja muito feliz !!!

sábado, 2 de maio de 2009

A CABANA, best seller de William Young

Se você quer que alguém conheça o perdão, presenteie com: A CABANA.

Será que a liberdade significa que você tem permissão para fazer tudo o que quer?...existem as doenças de sua alma que o(a) inibem e o(a) amarram, as influencias sociais externas, os hábitos que criaram elos e caminhos sinápticos no seu cerebro.E há os anúncios, as propagandas e os paradigmas e as influências dos que conosco estão, eis a importância na escolha, na seletividade de pessoas.Diante dessa confluência de inibidores multifacetados ela suspirou: - o que de fato é liberdade?

Se William Young estava relatando uma história real, não podemos ter certeza, mas que ele nos comove aos poucos e nos passa uma lição, isso pode-se confirmar.

Nesta narração, Young relata a vida de seu amigo Mack, que ao perder sua filhinha, sua vida dá uma parada por quatro anos, até ele receber um bilhete de Deus o convidando à voltar a cabana para uma conversa. Engraçado que este tempo de quatro anos me arremeta a um dos comentários de minha avó, que menciounou qua a vida tem ciclos de quatro em quatro anos.

Se algum dia vc se questionou com Deus sobre assuntos como: a morte de inocentes, falta de amor, compreensão, porque acontecem coisas ruins à pessoas boas, o porque que acontecem coisas sucessivamente...prepare-se para acertar as contas com Ele também, com certeza Deus está falando com você, e muitos insistem em não escutar.Nesse relato ele fala sobre uma passagem pela morte sem dor, confortando assim os que ficam na Terra, pois muitos ficam tristes não só pela perda, mas pelo possível assombramento e aflição quando aquele que está partindo sofre.

Fala também do propósito que cada acontecimento tem em nossas vidas e que sua intenção é sempre o crescimento.Se soubermos usar isto, teremos uma tendencia de sermos melhores e principalmente melhorarmos os acontecimentos à nossa volta.

A cabana te faz chorar de raiva algumas vezes, mas depois estas lágrimas voltam com outro gosto: O da alegria. Mostra também que quando perdemos algo nem sempre significa perder e sim GANHAR.

Mesmo pecando algumas vezes na objetividade das cenas, A Cabana é uma excelente opção de leitura, onde só temos no mínimo algum acréscimo de vida.

A história está prestes a ganhar adaptação para o cinema e quanto maior o número de pessoas tomarem conhecimento sobre A Cabana, mais rápido poderá estar nas telas.

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/10/29/william_young_autor_do_romance_de_sucesso_cabana_conta_que_nao_pretendia_publicar_livro-586165805.asp

Sou amiga de Vinicius...Vinicius de Moraes

Procura-se um amigo
Basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinícius de Moraes

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Uma frase que muito fala...

"Não me peça para fazer um poema... hoje eu estou feliz."

Vinicius

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Amor não tem escolha, nem falso substantivo...o amor simplesmente acontece!

"Tenho um amigo que, há um mês atrás, confessou-me estar interessado em um Lance. Não era Namorada, não era Ficante, não era Paixonite. Era simplesmente um Lance. Paulo, sem perceber, estava fazendo o que homens espertos dizem fazer: tentando não se apaixonar. Claro que ele não sabia disso. Tudo faz parte da defesa natural de qualquer um quando o desconhecido invade nossas vidas e mexe com a gente.

Poucos são aqueles que conseguem beijar na boca, ter uma noite de sexo satisfatória e simplesmente continuar como se nada tivesse acontecido. Claro que tem aqueles que ladram, que cantam vitória, mas estes são os mais propensos a se apaixonar. Paulo, seja esse o jeito dele ou não, me fez inevitavelmente pensar: existe amor a primeira vista? Como entregar-se a alguém com segurança, sem medo de se machucar? Há maneiras de evitar o risco?

Tâmara deixou um recado essa semana na minha secretária eletrônica dizendo ter conhecido uma nova pessoa. Jane, de acordo com ela, é a primeira mulher que fez com que se sentisse a vontade logo no primeiro encontro. Juntas, conversaram sobre trabalho, vida pessoal, futuro e trocaram confidências. Juntas, tentaram pisar no breque quando a luz da paixão começou a brilhar. E juntas, não resistiram esperar uma semana para se entregar uma a outra de corpo e alma. Tâmara jura, com um sorriso no rosto, que ainda não está namorando. Dou um mês para que ela diga o contrário.

Sueli tentou de todas as formas resistir ao vizinho, que insistia em namoro quando tudo o que ela queria era distância de homens e suas promessas. Uma sedução bem feita aqui, uma garrafa de vinho acolá e Sueli resolveu dar uma chance. Com cuidado, para não se apaixonar. Na semana passada, seu discurso já falava de casamento e filhos com o galante rapaz.

Existe sim amor a primeira vista. As paixões inesperadas, que arrebatam nossos corações, são as mais gostosas de sentir. São aquelas que começam em um calafrio na espinha dorsal e terminam com o coração batendo mais forte. A melhor maneira de se entregar a alguém sem medo de ser feliz, é saber ouvir os sinais do próprio corpo. Por que tenho ciúmes? Por que penso tanto antes de tudo? Por que quero estar junto? Por que quero fugir? Por que me incomoda? Por que me alivia? São tantos os sinais e mesmo assim não é fácil.

Para Paulo, vinte dias longe do Lance fizeram com que ele mudasse seu conceito, com direito a declarações públicas de amor. Já para outros, basta apenas o primeiro beijo. Não tem mistério. A dica é lembrar que a única verdade é que o certo é inevitavelmente certo e o errado, uma chance divina para tentarmos de novo. Afinal, Nossa vida é fruto de nossas escolhas e é disso que é feito um homem: UM HOMEM É O FRUTO DE SUAS ESCOLHAS."

Posted by Admin on Wednesday, October 18th, 2006 at 12:46 am

De forma simples e breve, resgato à mim a mensagem de que meus erros foram chances divinas para se tentar de novo e os acertos são meus objetivos, pois sou fruto de minhas escolhas e nunca é tarde para se fazer a escolha certa, e como o amor não é uma escolha, quero ser sábia o suficiente para ver um novo amor acontecer.

RV

terça-feira, 21 de abril de 2009

As cordas do violino de Paganini..

"ERA UMA VEZ um grande violinista chamado PAGANINI.
Alguns diziam que ele era muito estranho.
Outros, que era sobrenatural.
As notas mágicas que saiam de seu violino tinham um som diferente,
por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.
Numa certa noite,
o palco de um auditório repleto de admiradores
estava preparado para recebê-lo.
A orquestra entrou e foi aplaudida.
O maestro foi ovacionado.
Mas quando a figura de Paganini surgiu,
triunfante,o público delirou.
Paganini coloca seu violino no ombro
e o que se assiste a seguir é indescritível.
Breves e semibreves,
fusas e semifusas,
colcheias e semicolcheias
parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.
DE REPENTE, um som estranho interrompe o devaneio da platéia.
Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta.
O maestro parou.A orquestra parou.O público parou.
Mas Paganini não parou.
Olhando para sua partitura,
ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas.
O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.
Mal o público se acalmou quando,
DE REPENTE,um outro som pertubador derruba a atenção dos assistentes.
Uma outra corda do violino de Paganini se rompe.
O maestro parou de novo.
A orquestra parou de novo
Paganini não parou.
Como se nada tivesse acontecido,
ele esqueceu as dificuldadese avançou tirando sons do impossível.
O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar.
Mas o público não poderia imaginaro que iria acontecer a seguir
Todas as pessoas, pasmas, gritaram
OOHHH!Que ecoou pela abobadilha daquele auditório.
Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra.
O maestro pára.A orquestra pára.A respiração do público pára.
Mas Paganini não pára.
Como se fosse um contorcionista musical,
ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído.
Nenhuma nota foi esquecida.O maestro empolgado se anima.
A orquestra se motiva.
O público parte do silêncio para a euforia,da inércia para o delírio.
Paganini atinge a glória.
Seu nome corre através do tempo.
Ele não é apenas um violinista genial.
É o símbolo do profissional
que continua diante do impossível."



Texto escolhido e citado por Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti, em seu discurso de posse como Vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, em 17 de abril de 2009. Dia em que dedicou sua posse à todas as mulheres paraibanas, ressaltando seus valores e mais ainda, a função da verdadeira mulher: SER MEDIADORA, capaz de tirar, tal como Paganini, até na dificuldade, as mais belas notas músicais de um violino, mesmo quando porventura uma, duas ou mais cordas deste violino se rompam. Ensinando assim, que uma mulher não basta apenas ser inteligente, acima de tudo temos de ser coerentes o suficiente ao como se expôr e bem expor no/o espetáculo da vida.

RV

sábado, 4 de abril de 2009

Deus é Pai...

Quando o sol ainda não havia cessado o brilho,
Quando a tarde engolia aos poucos
As cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra,
Eu vi que Deus veio assentar-se
Perto do fogão de lenha da minha casa.
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água no pote de barro,
Que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu o olhava e pensava:
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
Em que eu tenho o direito de ter um Deus só pra mim,
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
Puxar a caneta do seu bolso
E pedir que ele desenhasse um relógio
Bem bonito no meu braço.
Mas aquele homem não era Deus.
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri
Que meu pai como o seu jeito finito de ser Deus
Revelava-me Deus com seu jeito infinito de ser
Homem.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quando existe verdade, existe mágica!

Quando a alegria é chegada, com quem quero compartilhar?
Quando a tristeza me avassala, com quem quero desabafar?
Quando o sucesso se apresenta, para quem quero contar?
Quando quero ser criança, com quem posso brincar?
Quando grita o sentimento, quem está a tormentar?
Quando o choro escorre em lágrimas, quem é capaz de calentar?
Quando chove na janela, de quem é que vou lembrar?
Quando a fadiga me abraça, qual colo quero deitar?
Quando quero um afago, qual mão quero buscar?
Quando eu quero uma carinho, quem eu quero a me tocar?
Quando ajo por impulso, quem me mostra como atuar?
E até naquele choop, quem do lado é bom estar?
Quando quero um arrepio, quem terá de dedilhar?
Quando escuto uma música, tem alguém pra se lembrar?
Quando estou de roupa nova, para quem quero mostrar?
E até o meu cabelo, quem eu deixo assanhar?
Quando tenho uma idéia, aonde eu corro pra explanar?
Quando quero um conselho, quem eu quero escutar?
Quando quero explodir, quem é capaz de tolerar?
Até em minha fome, quem irá me alimentar?
E os meus íntimos segredos, à quem posso confiar?
E os meus íntimos desejos, com quem quero saciar?
E quem é que me escuta, quando fala o meu olhar?
Quem tiver nestas perguntas , uma resposta singular...
É a mágica da verdade tão difícil de achar.
Na magia das respostas,
Minh´alma hei de encontrar
È magia, é mistério
Mas na verdade das respostas
Está minha mágica singular.
RV

Meus Reflexos no Espectro de Clarisse

Eita! Que voltei a ser minha
Dona das minhas vontades e das minhas paixões
Que vontade de voar
E estou, alçando vôos longos e alcançando outros mundos
Vontade de sair do meu mundinho de faz de conta
"Faz de conta que ela era uma princesa azul
Faz de conta que ela amava e era amada
Faz de conta que não precisava morrer de saudade
Faz de conta que vivia..."
Faz de conta que lutava
Faz de conta que alegrava
Faz de conta que sonhava
Faz de conta que incentivava
Faz de conta que apoiava...
Mas tenho as asas quebradas
Por uma fala desafetuada...
Quero enganar à quem?
Se não preciso enganar ninguém
"E estou cansada
Não suporto mais a rotina de me ser"
Se não há mérito no reconhecer ...
Enganar outrém? Pura ficção
Enganar a mim?Mais uma convicção
Nada acontece e tudo ao mesmo tempo acontece sem parar
Queria ser e agora ...
Já sou dona do meu tempo
Ajustei o meu relógio
O tempo dos meus sonhos
Para que o despertador não me acorde mais
antes de acontecer a ansia dor
depois de acontecida a decepção
Um julgamento injusto
De por momento me verem o que não sou
Depois de tanto mostrar como sou
Maldade levantada diante de só bondade explanada
Mas ainda sonho, luto, alcanço
Não paro nunca
"Faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo
pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte"
Ah, como eu queria morrer só um pouquinho
pois dormir já não descansa mais
quanto trabalho, quantos sonhos, quantas obrigações, quantas decepções
mas não abro mão das doações de alma, de olhar, ato de acrescentar
"Não se assustem, morrer é um instante, passa logo, eu sei"
E como eu sei...
Pois eu me morro mas eu mais me vivo
"simbolicamente todos os dias"
Ah que vontade de adocicar minhas ilusões
com o melado daquilo que é inconsciente no subconsciente
viver o abstrato vetado
Que adocica e venda e impede de me verem
Me enxergarem exatamente como sou
Impede aquilo que me impede de entregar-me total e cegamente.
Mas cego mesmo só quem não me viu de verdade...
"Ah que vontade de alegria.Estou agora me esforçando para rir em grande gargalhada.
Mas não sei porque não rio."
Talvez porque tenho sono
E meu corpo quase ja não me responde.
"Talvez eu sonhe esta noite
E num desses sonhos perceba que a minha vida está mudada.
E eu acorde grávida!"
Uma pessoa grávida de futuro.
"E de caminhos, e de estradas, e de sonhos...
Uma pessoa grávida de desejo!"
Novos desejos...intensos desejos.

Inserção de fragmentos tirados de "Espectro de Clarisse", roteiro teatral que se baseia no texto "A Hora da Estrela" e na biografia da autora Clarisse Lispector.

domingo, 29 de março de 2009

Sancho Pança para Quixote...

CONFLITO Dom Quixote o idealista,e Sancho Pança o racional,em obra de Pablo Picasso." Escrevo ao meu fiel companheiro, meu Quixote predileto, aquele que enfrenta os moinhos de vento ao meu lado, me ajudando e me defendendo dos leões, geralmente criados pela minha imaginação pulsante e voadora, com seu realismo seco e as vezes sádico.Não, não sou o Quixote, sou o Sancho mesmo...Acho que combino mais com o "Pança"...Loucos, somos os dois!Então não importa quem é quem, nessa metáfora cervantesca.Nossa loucura vai além de deitarmos num gramado e devaneamos nossas inquietudes pulantes sobre a noite, o céu, a lua e a sua áurea, com uma festa de psicodelia acontecendo simultaneamente a menos de dez metros de nós.Aí tive ainda mais certeza dos elos que nos unem.Você, um fiel escudeiro a quem faço questão de carregar a tiracolo, tem valor na minha jornada.Uma enciclopédia humana, que dispensa os rodeios e redundâncias chatas e costumeiras das enciclopédias comuns.Um divã, onde me deito e confesso meus temores, meus sonhos, minhas ânsias e angústias...Um anjo, sem cachinhos, que vela meu sono, esperando-me recuperar a condição de dirigir.Um artista, com quem gosto de trocar e adquirir novas experiências.Um beberrão, companheiro de todos os copos, latas, taças, tulipas, cuias, cabaças...Um músico, literato, filósofo, psicólogo, louco e lúcido. Antagônico, paradoxal, contradicente mas imponente, belo e inteligente.Um amigo, daqueles que a gente confia tanto que acaba esquecendo que ele é homem...Quixote querido, quero continuar sempre como seu Sancho Pança, parceiro e partner, enfrentando quantos gigantes, dragões e moinhos aparecerem.

Do Sancho Pança, companheiro fiel, sentimental porém racional "

sexta-feira, 27 de março de 2009

É tempo de Quaresma, é tempo de olhar, é tempo de evangelizar.

A gente só sabe que a conversão aconteceu na nossa vida de verdade...é no dia em que a gente percebe que nós temos um jeito novo de enxergar pro outro e pra nós mesmos a pior coisa nessa vida é a gente ser olhado como alguém julgado, é muito triste você ter pessoas do seu lado que te olham de um jeito estranho...por isso que cada vez mais eu me convenço que o que faz a gente se apaixonar uns pelos outros não é apenas o que o outro nos fala, mas também a forma q o outro nos olha,nos enxerga e nos vê.
Tive uma semana cheia de novas experiências, de muitos acontecimentos lidos e ouvidos, mas nunca vividos, estar no Rio de Janeiro desta vez, me trouxe acontecimentos que me fizeram pensar de forma mais cautelosa o quanto desastrosa pode ser a exclusão social, por simples preconceitos e olhares imperfeitos. Em meio aquela contagiante alegria, que o próprio clima daquela cidade nos traz, o relato de uma pessoa negra num breve momento do quanto sentem na pele a dor do preconceito me doeu o coração, mas concomitantemente ter conquistado de forma instantânea a confiança daquele senhor me enalteceu, este senhor com seu pandeiro sair da cena do samba em minha direção, por ver-me brincando com duas meninas, Juliana e Milena, faço questão de expor seus nomes, vir me parabenizar, pegar em minha mão e dizer: -Tu branquinha, não imaginas o que fizestes hoje, sou preto e so eu sei a dor que sinto de tanto preconceito, essa minha raça chora! E cantou-me um samba, coincidência ou não, ele me cantou “Amélia que era mulher de verdade” (adoro e me identifico demais) ... como venho me trabalhando acerca dos momentos certos, eu sabia que jamais teria outro momento e fiz questão de expor àquele cidadão Pedro, que também sofro com o preconceito, com o sofrido por aquelas crianças,e também com o meu, sinto na pele o preconceito dos outros perante mulheres como eu, preconceito por ser inteligente, por tratar bem crianças pobres, e ortodoxamente gostar do que é bom, de conversar e conhecer todos nos lugares que vou e freqüento, desde o mais simples atendente até o dono. Conhecer as histórias é maravilhoso e ser repreendida por isto, me incomoda.

A exclusão social de um modo geral caracteriza-se por afastar o indivíduo do meio social em que vive. E não é direito do cidadão apenas de inicio estar? Essa exclusão pode estar relacionada a vários fatores sejam eles, políticos, econômicos, religiosos, entre outros, mas nenhum deles me convence de fundamentos para que ele exista, todos temos vida, luz e idéias, se tenho uma maçã e outro indivíduo também se trocarmo-nas teremos cada um ainda uma maçã em cada mão, mas se trocarmos cada um uma idéia sairemos cada um com duas idéias... onde está a diferença? Está na soma.Somos cor ou somos razão? Somos objeto ou coração? Se esse tal preconceito deve existir, não deveria ser pela burrice humana? Pela falta de conteúdo? Pela falta de oportunidade? Pela indiferença a seres indefesos? Há tanto para se repudiar neste mundo de valores invertidos.O preconceito racial é uma das inúmeras formas de exclusão social bastante comum no mundo, e isto me entristece, mas ver um Obama me enobrece, este mostrou o quanto vale ser gente, somente ensinando o que é ser gente, seu valor e respeito humano o acompanharam a todo momento e isto é a base de tudo e para todos independente de raça, classe ou religião.É obvio que a cor da pele não julga a competência de ninguém, mas este homem de descendência negra e de classe humilde se mostrou muito mais homem que muitos brancos privilegiados antecessores de sua cadeira.

Muitas vezes fui recriminada por ser mais emoção do que razão, mas acredito piamente que o que vem do coração é que enobrece o cidadão, não sou candidata, nem tenho pretensões políticas, mas tenho sensibilidade suficiente para discernir que certas atitudes não condizem com o real tratamento humano, e naquele senhor relatado acima escrevo este texto, querendo dizer que a branquinha tem sim idéia do que fez naquele momento, e me arrependo dos inúmeros momentos que perdi, pois sei o quão importante é, não só para Juliana e Milena, receberem atenção, como para qualquer criança e qualquer cidadão, em especial os carentes de referência, respeito e atenção, ajudar é preciso mas um olhar com carinho é imprescindível, é no olhar do outro que descobrimos o que ele acha, mesmo que ele não diga nada, mesmo que não fale absolutamente nada... por isso quero cada vez mais tomar posse disso: EVANGELIZAR antes de ser um gesto de falar ao outro alguma coisa, evangelizar é um gesto de olhar e enxergar. Ver o outro sempre com perpectivas é dar oportunidade de fazer nascer no outro o que ele tem de bom...É tempo de mudar, comece num olhar, comece a evangelizar.

Enxergando o óbvio

Enxergando o óbvio, é um texto retirado de um blog, que visitei ocasionalmente, e simplesmente me deleitei, com tal veracidade à realidade, de forma cômica mas eficaz, retrata basicamente como nós seres humanos passamos tempos e tempo realmente não enxergando o óbvio.Mulheres do meu Brasil, em especial, a classe feminina ta ganhando, ou melhor perdendo seu precioso tempo e muita sabedoria, caso alguém realmente chegue a ler o que aqui exponho, fico feliz de saber que consegui ao menos fazer mais alguém ver o inverso mais real de uma comédia romântica, e não se tornar abusiva e cansativa na mais exausta insistência, meninas do meu Brasil, já dizia Mário Quintana, cuidem do seu jardim, que as borboletas voam até você.

RV


"Comi muita alfafa até conseguir assimilar algo que eu custava a aceitar: homem, quando quer, corre atrás. É clichê, mas é a pura verdade. Essa história de conquistar alguém, de vencer pelo cansaço, etc, é perda de tempoooo! A conquista só é possível se a pessoa está aberta a, se está afim, se abre a guarda. É incrível como hoje isso está claro para mim. Por que é tão difícil enxergar o óbvio? Depois que comecei a encarar as coisas sob esta ótica, tudo ficou muito mais fácil e prático. Faça o exercício inverso: pense naquele cara mala, que enche o seu saaaco, que liga, manda e-mail, manda torpedo, chama pra sair, etc, etc e que você não está afim. Você até atende, tenta ser educada, inventa desculpas sutis mas, no fundo, quer mesmo que o mala desapareça ou, simplesmente, você gosta da inflada que ele dá no seu ego. Ponto, nada além! Pois é, meu bem, é assim que somos vistas - como MALAS - quando somos nós que forçamos a barra. Péssimo, né? A duras penas, descobri que há momentos em que tudo o quê se pode fazer é tirar o time de campo. Agora vem a parte mais irônica: às vezes, é tirando o time de campo que você causa alguma reação. Se nem assim o cara mudar de idéia, parta pra outra, amiga, pois o bofe está se lixando mesmo.Agora, se as intenções dele não estiverem tão nítidas, não foque nele até ter certeza do que ele quer. Investir num relacionamento deveria ter a mesma racionalidade de uma transação financeira: você mensura os riscos e só então confia seu dinheiro a uma aplicação, a um investimento (pena que a prática não é tão matemática, mas não custa tentar, neam?).É claro que existem pessoas que se sentem desafiadas pela indiferença, pela dificuldade, mostrando que aquela teoria que diz que que quanto mais a gente pisa, mais gruda, também é verdade. Ultimamente, tem um mané desses no meu pé. É incrível a falta de noção deste ser. Ele se acha o cafa irresistível, mas é o maior xavequeiro furado do planeta. Eu, que já sou PhD na cafajestagem, não caio na lábia do desgraçado e isso deixa ele louuuco. Percebi que ele gosta desse jogo “você corre e eu te alcanço”, então, só dou corda pra ele se enforcar. É divertidíssimo! O palhaço até virou motivo de gozação entre minhas amigas e o que é pior, ele sabe disso e continua! Será que é alguma patologia ainda não identificada? Uma espécie de sado-masoquismo emocional? Na dúvida, sugeri que ele fosse a uma boa terapeuta! hahahaEis que me ocorreu outra constatação óbvia: quando a gente consegue jogar, e faz isto de forma consciente, é porque não está afim. A paixão é a limitadora de qualquer tipo de racionalismo. Portanto, vamos às conclusões deste post:
1. Quando o cara quer, ele vai atrás;
2. A gente pode até tentar se enganar, mas sempre sabe quando um cara está realmente interessado. Insiste por pura teimosia, até quebrar a cara;
3. Tem homem que gosta de ser pisado mesmooo;
4. Infelizmente, a gente só consegue pisar/jogar quando não tá nem aí;
5. Quanto mais a gente pisa, mais o cara gruda;
6. Se quanto mais a gente pisa, mais o cara gruda, e se a gente só consegue pisar quando não está nem aí, qual a finalidade de desgastar a sola do sapato?
7. Tostines vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?

CONCLUSÕES DE RV

1.Quando o cara quer, ele realmente vai atrás.

2.Há diferença entre realmente "ser legal"( Fazer por índole) e realmente "to te dando mole" (Fazer por interesse).

3.Realmente o homem gosta de ser pisado?????? Acho que alguns não exergam o óbvio.

4. O jogar/pisar já não faz parte da minha maturação feminina.

5.A ingratidão mata a afeição.

6.Realmente se pensarmos no custo de um belo Capodarte cravejado de swarovski, não gaste mais a sola deste belo par de sapatos à toa.

7.O que é do homem o bicho não come.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mensagem aos meus mestres...

Atuar na educação é algo que sempre me deu muito prazer, estou sempre lendo sobre educação: novos métodos, novos caminhos, prática pedagógica, formação continuada e avaliação, etc.Paro para refletir sobre algo que me parece ser o foco de todas as crises que vivem na nossa sociedade, que nos leva a refletir sobre a educação.Se nos dermos conta de que a educação é parte de um sistema abalado nas suas raízes e que desmorona em seus alicerces, poderemos identificar a causa de tanta violência diária, violência simbólica, violência no trânsito, violência familiar, entre outras.
Mas eu questiono:
Onde está a razão? O sentido? A origem? Existe, a meu ver, uma única explicação: a crise que existe, não é de um governo:É CRISE DE VALORES. No mundo de hoje, já nãe se sabe o que vale mais ou menos. Este ano a CNBB traz como tema da Campanha da Fraternidade 2009 A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA, a reflexão sobre como estamos vivendo no mundo de tantas incertezas e violências e sobre como a escola pode e deve se unir a todos que fazem parte dela, para que juntos possam fazer movimentos, campanhas e criar projetos de conscientização para uma sociedade mais justa.
O mundo quer e precisa de Paz. Alcançá-la e mantê-la é uma questão de sabedoria, que envolve sentimentos, atitudes, compreensões, possibilidades de exercício pleno da cidadania, a que todos temos direito.
Procuramos e procuro enquanto educadora, elaborar nosso PPP (Projeto Político Pedagógico) acerca de artigos, argumentações e critérios e acima de tudo realidades valiosas que podem auxiliar nossos professores (vocês) a planejar o jogo da aprendizagem, fazê-lo pensar e mais ainda, levar nossos alunos à pensarem e construir, a sala de aula é um lugar onde podemos, mas precisamo saber como APRENDER e ENSINAR TUDO, refletir no avaliar e mais ainda como avaliar, porque nesse momento não avaliamos apenas os alunos, avaliamos nós mesmos e toda uma estrutura educacional, todo um projeto, a interdisciplinaridade não apenas de disciplina / matérias/ conteúdos mas em toda uma formção de pequenos grandes cidadães acerca de valores, ética, cultura e cidadania.
Enquanto educadora e cidadã, peço à Deus que nos permita, nesta ano de 2009 e todos os sucessores, vivermos a PAZ em nossos corações e com a esperança sempre renovada de que, finalmente alcançaremos os objetivos de equidade e justiça social tão almejado por aqueles que realmente compõem um quadro educacional.
Renata de Almeida Varandas
(Diretora Pedagógica do João Machado Colégio e Curso)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

De repente 30

Encontrei este texto e simplesmente não o resisti, porque já fui menina e hoje sou mulher,poder fazer, ou melhor viver na pele a comparação do meu ontem com o meu hj me deixa à deleitar, tive meus momentos marcantes aos dezoito, aos vinte etc etc mas nada se compara ao meu momento trinta, meu momento MULHER... encontrar-me hoje aos trinta e sentir o delicioso sabor de tê-los, está à me encantar... viver diferente, amar diferente, me ver diferente, entender diferente, compreender totalmente:o que se quer, o que se deve e não deve, saber fazer e acontecer, aparecer e até desaparecer, saber apoiar mas também discordar, nunca humilhar mas sempre dialogar, querer me eternizar, saber nas palavras viajar, e à cada novo dia simplesmente me encantar com as adversidades da vida, porque elas me fazem nunca querer parar de lutar, sempre objetivos novos a alcançar e todo dia uma vida nova me presentear.

RV

“A mulher de 30 anos
Sim, é óbvio que eu gosto de ninfetas. É claro também que tenho meus limites, não sou nenhum Humbert Humbert. Mas é impossível, para qualquer homem, deixar de notar os encantos de uma jovem de seus dezoito, vinte anos. Seja a arrogância gostosa daquelas que, ainda adolescentes, acham que sabem tudo sobre a vida; ou a curiosidade instigante das que parecem querer devorar o mundo, tamanha a vontade de aprender; como ficar indiferente? Isso sem falar na malícia disfarçada de inocência... Ou seria a doce inocência temperada de malícia? Não sei. Só sei que algumas até percebem o quanto mexem comigo.
Mas, há um problema, essas meninas ainda não são mulheres. "A fisionomia da mulher só começa aos trinta anos", já dizia Balzac. Irritava-me a falsa modéstia de mulheres deslumbrantes que dizem “mas eu não tenho mais o corpo que eu tinha aos vinte anos”. E quem disse que precisa ter? Perco a fala, fico completamente desorientado e transpiro desejo só porque tenho algum tipo de preferência exótica? É óbvio que não. Demorou, mas descobri que isso não passa de charme, uma estratégia sórdida para chamar a atenção para a beleza das formas de um corpo maduro, esculpido pela experiência e aquecido pela volúpia de quem sabe exatamente o que deseja.
A mulher de trinta anos sabe quem é e sabe bem o poder que tem. Não precisando mais de muitos dos joguinhos que algumas jovens fazem para testar sua capacidade, ela se dedica a outros jogos, muito mais interessantes e excitantes. Relacionar-se com uma mulher de trinta anos é ensinar e aprender. É ter uma amante perfeita e, ao mesmo tempo, uma companheira de humor sem frescuras e uma amiga capaz de entender e se deliciar com todas aquelas referências pop que você levou décadas para colecionar: ela vai rir gostosamente ao lembrar-se do vídeo de "Total Eclipse Of The Heart", ou será uma fã sobrevivente de Jackson 5, e isso é ouro! É possível discutir filosofia e polítca depois do melhor sexo do mundo ou, o absurdo, conseguir o melhor sexo do mundo após discutir filosofia e política! (eu indico Sartre) A mulher de trinta anos está mais apta a entregar-se ao amor sem medo. E se for paixão? Ela não perde tempo buscando definições semânticas, ela simplesmente vive!Mas você aí, que já está com água na boca, não pense que é fácil conquistar uma mulher de trinta anos. Hoje elas são muito mais interessantes e complexas do que eram na época de Balzac, porque são acima de tudo independentes. A mulher de trinta anos é segura de si até quando procura um colo. Ela não tem mais vergonha de ser menina quando precisa, afinal. O que fazer? De minha parte, não tento mais compreender tamanha complexidade (o homem que tenta entender as mulheres é um tolo, simplesmente não as merece); e apenas vivo minha paixão intensamente, cada dia mais fascinado pela mulher de trinta anos...
By Doni ”

O que é verso p mim...

Exponho hj aqui, o que é verso para mim...
exponho hj aqui, porque sou fã do que ele escreve...
exponho hj aqui, na esperança de incentivar...
alguém com dom de noticiar, poetisar e aprimorar...
Sou sua fã MLA

RV

À Parahyba

Parahyba do norte,
como seus filhos,
homens e mulheres,
gente de sorte.
Do sertão ao mar,
úmida e árida,
suada e sábia,
do oriente é o apontar.
Quanta beleza,
altiva em sua fortaleza.
Apesar da labuta,
sofre com a natureza.
Na sua pele queimada,
tem muita bravura.
Suas mulheres são arredias,
mas também têm candura.
Para Parahyba falar,
só com a devida licença.
Pois em seu leito surgiram
homens de estatura imensa.
Rêgo e Joãos.
Américo e Anjos.
Alves e Margaridas.
Mártires e fulanos.
De suas águas
se traduz riqueza.
Pescadores podem testemunhar,
em sua diária batalha,
Até contra baleias em alto-mar.
Pequena e premida,
seu povo a agiganta.
Se ameaçada ou ferida,
contra todos se levanta.
Do seu nome não se rima,
porque a grandeza é sua sina.
Em suas pegadas devemos mirar,
pois até o Sol é o primeiro a nos beijar.
De Cajazeiras ao Cabo Branco,
tu és linda em todo seu canto.
Se no passado temos sangue,
e na bandeira tem o luto,
é para que não ocorra no futuro,
a negação que nos oprima.
Se pobre é o poema,
grande é o amor,
por esta pequena,
quente e com calor.

Márcio Lacerda de Araújo
Brasília, 21 de outubro de 2002

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O momento certo

Há uma hora mágica chamada hora da sedução. Deixada passar, o encanto e o fascínio se desfazem e com eles o interesse daquele que seria seduzido. Por isso, bons sedutores sabem a hora exata de agir, seja na conquista amorosa, no fechamento de uma venda ou na concretização de um negócio. Existe a boa hora para tudo: agir, apresentar idéias, trabalhos, falas, solicitações, discursos e, principalmente, para pedir alguém em casamento.

É preciso estar atento a este instante mágico, brevíssimo, no qual a oportunidade se apresenta, nesta hora fugaz que pode mudar e decidir o destino de nossas vidas. A este momento, a partir do qual tudo muda, os gregos chamam de kairós , numa linguagem moderna - turning point . Bons articuladores usam da astúcia para tecer estes momentos, isto é, vão construindo passo a passo a melhor hora para seus propósitos. A este tempo de urdidura, de montagem dos momentos propícios, de preparação para a ação final poderemos chamar de “chronos”.

Há no teatro o senso de timing . Isto é, saber o momento exato de entrar, falar, ficar quieto e sair de cena. Precisamos aprender a desenvolver este atribulo para uso em nossa vida real. Políticos experientes sabem a hora certa de seduzir seus eleitores, escolhendo com critério a ocasião propícia para apresentar idéias, brigar com oponentes, gerar fatos, aparecer ou sumir dos noticiários. Quer alguém com maior poder de sedução e senso de timing do que Leonel Brizola? Sua carreira foi uma seqüência de aparições corretas e desaparecimentos misteriosos. Nos seus bons tempos, quando lhe era conveniente, aparecia, provocava um barulho danado, instigando tudo e a todos. Impunha sua presença soltando frases de efeito e voltava a sumir quando percebia que isso se fazia necessário e mais conveniente. Com isto, evitava o desgaste, o excesso de exposição, e não se queimava na mídia.

Grandes craques de futebol possuem senso acuradíssimo para saber a hora certa de fazer o passe, barrar o oponente, realizar jogadas e finalizar gols. Sabem melhor que os outros, o instante correto de colocar a bola com perfeição nos pés do companheiro. Gerson, Pelé e Zico são provas desta rara habilidade. Domingos da Guia, graças à sua misteriosa capacidade em se materializar de uma hora para outra e roubar a bola dos pés do atacante adversário, foi considerado como o melhor zagueiro da história do nosso futebol. Sobre a sua arte em roubar as bolas na hora certa, dizia, brincando: “Se chego antes, é cedo. Se chego depois, é tarde. Só tem uma hora para chegar e roubar a bola, a hora certa”.

Atentos às situações favoráveis poderemos tirar o máximo proveito das circunstâncias. O tempo presente é a única realidade, o passado e o futuro moram na imaginação. A hora é a hora, antes da hora não é a hora, depois da hora já não é mais a hora. Com esse velho ditado, os militares nos alertam que existe o momento correto para as tomadas das decisões, das ações, do agir e do não agir.

Saber agir na hora certa é privilégio de poucos. Estamos tão imersos nesta ansiedade do “tudo para ontem” que perdemos a noção de um dos maiores presentes que a natureza nos oferece: perceber a hora correta da maturação, pois uma fruta colhida antes do ponto é imprópria, depois apodrece e cai.

Visionários que se apresentaram antes do tempo pagaram alto preço pelo pioneirismo. Se isto foi necessário, ou não, é outra história, mas milhares de artistas, inventores, empresários, pesquisadores, políticos e estadistas propuseram suas idéias e iniciaram suas obras bem antes do momento certo. Incompreendidos nas suas épocas, deixaram legados para outros, que se apropriaram dos seus trabalhos, dando-lhes seqüência, acertando e ficando com as regalias, os bônus e as glórias merecidas pelo antecessor. Por isso, é preciso atenção: estamos na nossa hora, no nosso tempo e no nosso lugar?

É sensato saber se comportar de acordo com a ocasião e as circunstâncias. A arte de dominar e argumentar deve ser realizada no momento certo, pois o tempo e as oportunidades não esperam ninguém.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Afinal, o que é ser elegante?

Partindo da inteligência para o mundo da elegância....eis uma palavra que sempre me rondou, mas hoje, aos três dias de fevereiro de dois mil e nove, a escutei por mais de três vezes, parei para estudar, pensar e analisar o sentido real da palavra elegância, já que sempre ressaltaram-na à mim... Afinal, o que é ser elegante? Muitas vezes confundida e limitada às boas maneiras e saber se vestir, a elegância chega até mesmo a ser desenhada por algumas pessoas como pura superficialidade.Trata-se de um equivoco desastroso , que coloca quem assim pensa fora de prumo, afastada de uma delicadeza natural, sem acesso à amabilidade necessária à convivência humana.Precisamos de elegância, porque precisamos dos outros. A elegância é fundamental para as relações humanas. Ampliando a importância do próprio conceito, é na fase adulta/madura e mais ainda na terceira idade que a elegância revela sua estreita vinculação com a própria cultura, e mais ainda na arte de conduzir uma relação infinda de amizade, carinho, respeito, consideração que fundidos se apresentam como o real significado da palavra amor necessário, porque este sim é o amor que alimenta a alma e a vida, abro aqui um parentes à dois exemplos deste tipo de relação (Paulo e Roberta, Fátima e Maranhão) como admiro estas mulheres repletas de elegância; o respeito mútuo e a busca do que o outro pensa, acha, acredita e faria, a troca das idéias e o se importar com o que o outro, o seu parceiro, pensa à respeito de, é consenso natural e me faz demais acreditar que existam relacionamentos perfeitos sim, por isso escolho, porque é isto que eu quero para mim, sem esperteza (isto é tirar proveito) e sim com sabedoria (isto é somar junto), pois todos sabemos que a mulher de verdade conduz, e que por trás de um grande homem, do grande empresário, do grande político, do grande administrador, do grande escritor, do grande educador, etc etc etc sempre haverá uma grande mulher, uma elegante mulher.
A elegância é algo para poucos, não basta conhecer regras de boas maneiras ou saber combinar cores e formas, isto é só alguns dos elementos, ser elegante é quem está presente no mundo com estilo próprio e visão mundial ilimitada jamais limitada apenas aos seus próprios conceitos e pior, preconceitos. Não podemos ensinar essa delicadeza natural aliada ao charme de cada um, mas todo mundo pode e deve tentar desenvolver em si mesmo a elegância como modo de demonstrar seu estilo de vida, sempre respeitando o próximo, e a forma de vida que muitas vezes não é a escolhida, mas sim a que se pode ter.Algo totalmente diferente às inúmeras crianças que tem oportunidade de se ter infanda elegância, mas a descartam sem nem perceber, é quando podemos dizer que elegância é de berço, neste contexto acho esta frase verídica, diante de exemplos posso citar, ou melhor relatar, pois ver e enxergar a quantidade de meninas, crianças de vinte anos, descartando inocência, e mais ainda a beleza de se permitir ser conhecida e buscada, trocando palavras pobres na ilusão sabe-se lá do que, ser elegante está até na forma de escrever... muito novas se entregam sem pudor e adotam na vida o critério de “deixa a vida me levar”, nós é quem temos de levar nossas vidas e procurar conduzi-las da forma mais favorável possível, em especial a si próprio.Tomo mais como exemplo mulheres porque não é segredo que a mulher, mulher de verdade, é quem molda, ensina, conduz, acaricia, fala e mais ainda ouve não só escuta.O termo elegância vem do latim “eligere”, que significa escolher.Aqui encaixo a elegância para ambos os sexos, a escolha é o caminho que trilhamos sejamos nós homens ou mulheres. Um homem elegante de forma simples posso dizer que, é tudo, ele sabe escolher...“Elegância então é saber escolher, e para isso é preciso saber observar e buscar informações, estimular a criatividade, fugindo assim da monotonia, uniformidade e repetição de coisas, jamais de gente, pois encontrar quem some e assumir ao mundo, é elegância pura... coisas impingidas por modelos de elegância industrializada.Alimentar a alma de maneira harmoniosa, ter prazer em conviver com o outro de forma estimulante, cultivar a sensibilidade, ampliar os próprios horizontes é sem duvida uma arte.Até ao lermos uma simples frase de comprimento detectamos a elegância de alguém.Com carinho deixo as mulheres maravilhosas, sábias e inteligentes ,as palavras de Paul Valéry: “Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir". Franco Oliveira...e são nessas significâncias hoje rebuscadas por mim, que aceito este título com muito orgulho, mas fica a preocupação diante de leigos que não sabem a diferença entre fazer notar e realmente ser distinguida, porque quem é distinguida é notada sempre.Já me preocupei em estarem me limitando às boas maneiras e forma de vestir-me, mas hoje me preocupo muito mais com as crianças perdidas que não tiveram as oportunidades, e mais ainda com as que tem e jogam fora, destruindo não apenas uma parte intelectual em sua vida,mas lá na frente naquela fase madura e mais ainda na terceira idade acima citada... pois as mulheres sempre são os pilares, e se este pilar não tem o concreto, não há prédio que permaneça de pé.
RV

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Mulher inteligente...uma mulher que faz pensar

É interessante saber que fazemos os outros pensar e que temos algum conteúdo a oferecer. Infelizmente são poucas as mulheres que participam da blogosfera, dos diálogos, da mídia, do trabalho, do não convencional, quantas vivem na linha da falsa inteligência camuflada ainda pela idéia de que expor sua inteligência, só passando num concurso e esta ser sua meta. Parece até que as mulheres têm medo de se expôr ou de mostrar que têm conteúdo , prefiro pensar assim do que aceitar que não existam mais mulheres capazes de somar, trocar idéias, orientar, conduzir e ser suporte através de dissernimento, carinho, feminilidade, beleza, sensualidade, bom gosto, vaidade e da própria inteligência em si. Mulher inteligente é ser em extinção ou é medo? Ao ver de muitos isto é bem compreesnsível pois mulher com conteúdo ou muito inteligente afugenta os homens, mas na verdade bem verdade não, pois mulher inteligente requer homem inteligente e homem inteligente requer mulher inteligente, este jamais quer diminuir, sempre quer somar, ter com quem contar e mais ainda dialogar, o homem inteligente sabe de longe a diferença entre dialogar e apenas conversar, seu "felling" ao "feedback" é instantâneo. Saber que há alguém no seu patamar pronta para apoiar sem aprisionar, conduzir sem diminuir, impressionar se fazer admirar e mostrar sua inteligência é confiança conquistar, jamais amedrontar, "uma mulher inteligente sabe que ser inteligente significa: Ser racional;Permitir que a inteligência controle as emoções, não o inverso;Confiar nos valores mais que nos hormônios;Eleger relacionamentos que a faça feliz e que a permita crescer;Buscar e aceitar pessoas positivas que lhe dêem apoio;Fugir de relacionamentos que só trazem problemas, nada mais;Separar-se de pessoas que a controlam;AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE EM UM RELACIONAMENTO:Os dois tem espaço para crescer.A auto-estima se vê reforçada, não amenizada.Os dois tem o mesmo direito. O sexo nem sempre é perfeito, mas não importa. Os interesses separado, não são consideradas uma ameaça. As diferenças se negociam. Ninguém ganha ou perde. AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......Pedir que ele lhe dê uma explicação razoável sobre o rompimento do relacionamento é perda de tempo....... nunca você estará satisfeita com o que ele lhe diga. O tipo de relacionamento que quer recuperar é com freqüência, o tipo de relacionamento que nunca tiveram, e nem chegará a ter. "(Carter et Sokol in "O que toda mulher inteligente deve saber")
O mais importante: Uma mulher inteligente nunca jamais dúvida que é uma pessoa completa, tenha ou não um homem em sua vida. ...mostar inteligência é induzir outrém à pensar, mostrar inteligência é reconhecer erro, é também perguntar quando não sabe, ser inteligente não é saber de tudo sobre algo e sim saber algo sobre tudo, é não limitar inteligência à uma prova, um concurso ou um emprego, isso apenas faz parte, mas mais ainda, ser inteligente é não ser escrava de onde posso mostrar minha inteligência, pois inteligência sem sabedoria simplesmente estagna, e a inteligência não se assemelha ao estagnar e sim ao fazer pensar.
RV

Educação Infantil não é creche, é educação de base

KRAMER, Sônia. A Política do pré-escolar no Brasil ? A arte do disfarce. 7ª edição. São Paulo. Cortez. 2003.A autora, em um primeiro momento, tenta conceitua o que, de fato, é a criança. Como também, as modificações do conceito de infância ao longo da história. Sônia Kramer tem um posicionamento interacionista. Este posicionamento fica evidenciado quando ela nos diz que o comportamento é construído a partir da interação da criança com o meio. Desta forma, não existem papéis e desempenhos específicos para as crianças. Mas, estes papéis e desempenham, serão determinados pela classe social a que a criança se encontrar.Para Kramer, atualmente, existem duas novas concepções de infância. A primeira diz respeito à preservação da criança à corrupção do mundo, um ideal semelhante a Rousseau em seu livro Emílio; que também levará o nome de Pedagogia ?Nova?. O segundo vê a criança como um adulto imperfeito, e desta forma se faz necessário que esta criança passe por uma moralização, para que se adapte à sociedade; esta por sua vez receberá o nome de Pedagogia ?Tradicional?.Neste capítulo, a autora, também desmistifica a idéia de que a educação é a solução para todos os problemas da sociedade. Na verdade a educação contribui, mas não é ela que fará as modificações necessárias para que nossa sociedade se torne mais justa e igualitária. Nos mostra justamente, que por não haver uma única classe social, não haver as mesmas oportunidades para todos, também não existe um único conceito de infância. Mas que a criança e respectivamente sua infância será de acordo com o ambiente social e histórico que ela estiver inserida. A autora no segundo capítulo divide a história da educação pré-escolar brasileira em duas fases: Pré-1930 e Pós-1930. O período Pré-1930 ela subdivide em outras três fases. A primeira fase seria do descobrimento até 1874. Neste tempo pouco ou quase nada se fazia em relação à educação pré-escolar. A segunda fase vai de 1874 até 1889, quando se inicia movimentação de grupos particulares se dedicando ao atendimento de crianças em idade pré-escolar. Estes grupos eram formados por pessoas da área da saúde, com o intuito de reduzir a mortalidade infantil, tão assustadora não só na época mas também nos dias atuais, embora em menor número. Já a terceira fase, que vai de 1889 até 1930, vai se destacar pela fundação do Instituto de Proteção e Assistência à Infância do Brasil, em 1899. Este Instituto tinha por objetivo atender aos menores de oito anos, elaborar leis que regulassem a vida e a saúde destas crianças, criar maternidades, creches e jardins de infância.É fácil perceber como a noção de criança era diferente da que temos hoje. Para que se preocupar com crianças se ninguém sabia nem se elas sobreviveriam? Das crianças que nasciam por ano, quase 50% morriam antes dos dois anos de idade. Este pensamento foi se modificando até a visão idealista de que a criança é o homem de amanhã. Desta forma, a criança passa a ser a salvação da humanidade. Entretanto, a criança era vista de forma a-histórica, isto é, sem estar inserida no seu contexto social e histórico. A partir da fase Pós-1930, com a Revolução e toda aquela tentativa de fomentar um amor incondicional à Pátria, as crianças como a ter seu espaço reservado. Pois segundo o discurso oficial a criança estaria intrinsecamente ligada ao desenvolvimento da nação.Durante este período outro fator importante é a questão dos menores operários. A própria Constituição, outorgada em 1937, dedica dois capítulos a esta questão. Nos nossos dias, com as conquistas referentes aos direitos das crianças, é até mesmo crime empregar crianças. Tudo isso para que estas crianças possam receber melhor formação.De maneira geral no início da fase Pós-1930, as mudanças foram lentas e aconteceram mais no papel do que na prática. Tanto que muitos órgãos foram criados para se responsabilizar pela formação da criança. Entre eles: o Ministério da Educação e da Saúde Pública por parte do poder público e aOrganização Mundial de Educação Pré-escolar (OMEP) no setor particular. No terceiro capítulo, a autora mostra um dualismo que ocorre devido a políticas falhas da educação pré-escolar brasileira: por um lado a educação é compensatória e por outro mesmo sendo esta educação compensatória esta educação não se efetiva. Isto significa dizer que a educação pré-escolar brasileira já peca por ser compensatória, pois a pré-escola deveria ser um espaço de aprendizagem e não um espaço de compensar carências; e não se efetiva porque nossa lei deixa espaço para isto quando não torna a educação pré-escolar obrigatória. Quando finalmente, no início do século XX, a educação das crianças menores de sete anos foi considerada importante, na verdade ainda não haviam leis para garantir este ensino. Kramer, nos mostra como as leis concernentes à educação pré-escolar no Brasil foram e são falhas e passíveis de não cumprimento. A Lei de Diretrizes e Bases de 1961 dedica dois capítulos à pré-escola, entretanto, não resolve o problema; a LDB de 1971 retrocede, tentando passa o problema para a iniciativa privada. Dando a entender que a pré-escola só serve para ?guardar? as crianças enquanto suas mães trabalham. Mesmo hoje com nossa LDB (1996), esta educação não é uma garantia, é direito de todos embora não seja obrigatório. Dá a entender que a lei nos diz: ?todos tem direito à pré-escola, mas é melhor que ninguém saiba, senão sairá muito caro para os cofres públicos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Há desencanto melhor que encanto

Desencanto de quem muito sonhou
Castelos encantados para alguém criou
E destes sonhos refém se tornou

Desencanto de quem ficou a sonhar
Vendo dia após dia o tempo passar
Mas sempre lutando, para tais sonhos alcançar
Dando credibilidade a vida, de quem já estava à desacreditar
De armadura se fantasiar, e enfrentar a vida sem se amedrontar
Para a força necessária sempre ao outrém passar
Como também
Esperando o amor se render e por fim se anunciar
Parar de relutar, por desejos que estavam à rondar

Desencanto de quem quis tornar real ,o irreal
De quem ousou acreditar
Mesmo com ingenuidade
Que poderia com amor o mundo de alguém mudar

Depois do desencanto do hoje nada mais será como o ontem
Porque fui acreditar?
Porque me deixei enganar?
Porque guerrear?
Alcançar pra ti? se em ti não há valor em mim.

Depois do desencanto
Uma certeza vai ficar
Já não há como te reinventar
Porque só te reinventando
para querer continuar ao teu lado estar.
E por assim me libertar
Minha vida deixar ovacionar
As inúmeras oportunidades não mais vão passar
Ah! desencanto, me fizeste enxergar
Que aquele encanto só fez passar
Por alguém digno de se eternizar.

RV